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Blog, Histórias de sucesso

Como o Programa Escola da Energia mobiliza escolas para a inclusão digital

Publicado em: 9 de outubro, 2026
Atualizado em:

Parceria entre Instituto EDP e Sincroniza Educação

Levar tecnologia para a escola não se resume a equipamentos. Para que tablets, projetores e recursos digitais façam parte do cotidiano pedagógico, é preciso criar condições de uso, apoiar educadores e construir uma relação contínua com cada comunidade escolar.

É essa a proposta do Programa Escola da Energia, iniciativa do Instituto EDP implementada pela Sincroniza Educação em escolas públicas localizadas nos territórios de atuação da empresa. 

No ciclo atual, iniciado em 2026 e previsto para seguir até 2027, o programa atende escolas de sete estados e 18 municípios, com foco nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

A jornada combina inclusão digital, formação continuada e educação para a sustentabilidade. 

Desafio

As escolas participantes têm realidades muito diferentes: há variações nas condições de infraestrutura, no acesso à internet e na familiaridade das equipes com ferramentas digitais.

Neste cenário, o principal desafio é garantir que todos possam participar da jornada do programa – das formações e atividades online ao uso dos equipamentos e ao Prêmio EDP Escola da Energia – sem que as diferenças de território se transformem em barreiras de acesso.

Também era necessário fortalecer o vínculo entre o programa, as escolas e suas comunidades. A participação não poderia depender apenas de comunicados ou plataformas: exigia acompanhamento próximo, escuta e capacidade de ajustar a rota diante das necessidades específicas.

A estratégia: infraestrutura, formação e presença contínua

Lado a lado com o Instituto EDP, a Sincroniza atua de ponta a ponta: constrói a trilha pedagógica, organiza a aquisição e a entrega dos equipamentos, forma os educadores, monitora a participação e mantém canais diretos de acompanhamento com gestores e pontos focais.

Em 2026, foram entregues 740 tablets e outros recursos tecnológicos, como gabinetes de recarga, projetores, roteadores, microfones e caixas de som. A definição dos itens considerou a infraestrutura tecnológica de cada escola e a quantidade de estudantes atendidos. O acompanhamento da entrega envolveu articulação com fornecedores, Secretarias de Educação e equipes escolares.

Essa estrutura é acompanhada por uma trilha formativa que inclui oficinas presenciais, webinários, conteúdos no Ambiente Virtual de Aprendizagem e grupos de trabalho mensais com gestores.

Mas o que sustenta essa operação em escala é a proximidade. Por WhatsApp, e-mail, ligações e encontros com as escolas, a equipe acompanha dúvidas, apoia o uso dos equipamentos, mobiliza a participação e ajuda a transformar informações em ação.

Engajamento que chega aos estudantes e à comunidade

O Prêmio EDP Escola da Energia é um dos momentos em que o programa se amplia para além da formação de educadores e mobiliza diretamente estudantes, famílias e comunidades.

Na edição de 2026, as turmas dos anos iniciais foram convidadas a produzir livros sobre a história da energia em seus territórios. O processo envolveu pesquisas, entrevistas com moradores e a criação manual das obras pelas crianças.

A iniciativa também estimula as escolas a compartilharem as produções com a comunidade. Em uma delas, o evento literário criado para apresentar os livros será incorporado ao projeto político-pedagógico, mantendo a prática independentemente do calendário do programa.

Resultados que mostram uma jornada de evolução

Os dados do ciclo anterior ajudam a dimensionar a força dessa combinação entre formação, acompanhamento e engajamento. 

Em 2025, o Prêmio mobilizou 34 escolas, ou 79% das participantes, e reuniu 171 trabalhos produzidos por 3.215 estudantes – um crescimento de 36% na participação das escolas em comparação a 2024.

No mesmo período, o tempo médio diário de uso pedagógico dos tablets por escola avançou de 10 minutos, em 2023, para 30 minutos, em 2025. O diagnóstico de letramento digital também mostrou evolução da média de 2,8 para 3,2, e mais de 93% dos professores respondentes reconheceram o impacto positivo do projeto em sua motivação, engajamento e contexto escolar.

O Programa Escola da Energia mostra que a inclusão digital se torna mais consistente quando tecnologia, formação e relação com o território caminham juntas. É da combinação entre infraestrutura adequada, apoio pedagógico e presença humana que surgem condições para que educadores, estudantes e comunidades façam da inovação uma prática possível no dia a dia.


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